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Ao cruzar a linha de chegada do mundial de Aachen em primeiro
lugar com Hungares, Miguel Vila Ubach deixou ainda mais
claro algo que já vinha chamando a atenção
dos criadores de cavalo de enduro: a aptidão da
raça Árabe-Shagya para o esporte.
A raça, originária do império Austro-Húngaro,
diferenciou-se do puro sangue árabe ao selecionar
indivíduos que, na idade adulta, tivessem pelo
menos 1,55m de cernelha e 18cms de canela, privilegiando
tamanho, força e rusticidade. Seus resultados no
enduro começaram a aparecer em janeiro de 2005,
quando Georgat – filha de garanhão Shagya
em égua cruza-árabe – foi campeã
do mundo montada por Barbara Lissarague. A partir de então,
diversas provas importantes foram vencidas por cavalos
da raça ou tiveram Shagyas muito bem colocados,
como o campeonato europeu de 2005 (vencido por Georgat),
Pau 2006 (Tara 3ª colocada), Saintes Maries de la
Mer 2006 (Tara 4ª colocada), Florac 2006 (vencida
por Ganda Koy e 2º lugar de Hera de la Crouz), Campeonato
Mundial de Cavalos Novos – Compiegne 2006 (vencido
por Kedjari dês Serres) e Champclauson 2007 (Laios
de Crouz 2º colocado).
Buscando contar com o que há de melhor na criação
do mundo para produzir cavalos aptos a correr e ganhar
campeonatos internacionais, o Haras Endurance importou
sêmen de Laios de Crouz, garanhão Shagya
com 3 classificações entre os 3 primeiros
colocados em provas de longa distância na França.
Barcelona Endurance – Saad ibn Syed x Hikry FA (Shokry)
– foi a primeira das éguas inseminadas a
parir, fazendo com que no dia 02/01/2009 nascesse Shagya
I Endurance, o primeiro Shagya brasileiro.
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